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quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Os Panteras Negras



Em 1966 na cidade Californiana de Okland, Huey Newton se reúne com seu amigo é líder estudantil Bobby Seale junto com um pequeno grupo de outros ativistas, com o objetivo de formar o Partido Pantera Negra. O nome veio porque na natureza a pantera negra é um animal defensivo, mais que luta ferozmente quando e atacada. Os objetivos ao criar o partido era promover dentro da comunidade negra um movimento de defesa contra as ações violentas praticadas pela polícia.Huey Newton foi nomeado Ministro da defesa é Bobby Seale ficou como presidente.
A partir disso sobre o amparo legal da legislação da Califórnia, que permitia aos indivíduos o direito a portar armas de fogo em público, os militantes do Partido passaram a acompanhar as atividades policiais é intervindo quando necessário. Dai vem o nome completo da organização que era Partido Pantera Negra para auto-defesa.

Devido aos crescentes confrontos envolvendo o Partido Pantera Negra é a polícia a Assembléia do Estado da Califórnia decidiu votar a revogação da que lei que garantia o direito ao porte de armas em público,em retaliação em 2 de maio 1967 trinta Panteras Negras armados marcharam até a Assembléia Californiana realizando um protesto que ficaria marcado pela intervenção violenta das forças policiais que obdeciam ordens diretas do governador do Estado e futuro presidente dos Estados Unidos Ronald Reagan.

Em pouco tempo o partido experimentou um crescimento espetacular nos primeiros anos após sua formação. Até o verão de 1968 os Panteras Negras já haviam recrutados em suas fileiras mais de mil integrantes e também teriam conseguido vender mais de 100.000 exemplares do jornal oficial. O sucesso f oi tamanho que o diretor do FBI J.Edgar Hoover afirmou que o Partido Pantera Negra era a principal ameaça interna a segurança n acional essa preocupação fez o FBI intensificar as atividades do chamado COINTELPRO (Programa de Contra-Inteligência) que tinha como meta investigar, espionar, e neutralizar as atividades dos Panteras Negras.
Através da presença revolucionária, criadas pelos Panteras não fica difícil entender a atração que os negros sentiram pela organização. No entando Huey Newton destacou claramente que não havia muito mais para os líderes dos Panteras do que a sua extraordinária valentia é as intenções idealistas.
Mesmo assim os Panteras conseguiram ir desenvolvendo seus projetos políticos Huey Newton estava convencido que de que os negros Norte-americanos nunca iriam destruir o racismo automaticamente sem destruir o capitalismo em suas palavras Huey Newton argumentava que:

Não seria possível destruir o racismo sem limpar a sua base econômica sustentada na exploração excessiva dos trabalhadores negros por capitalistas brancos.
Outro fator de fundamental importância para o partido foi o lançamento do programa que foi concebido em dez pontos principais e serviu como um manifesto das necessidades políticas é sociais imediatas da comunidade negra. O programa se baseada na defesa da auto-determinação da população negra, estabelecimento de um bom sistema de ensino, moradia, emprego, assistência médica, fim da brutalidade policial, insenção do serviço militar obrigatório, direito a formação de júris compostos por negros para julgarem outros negros entre outras questões de importância primária.
Huey Newton descreveu o programa como um pacote que ajudaria a aumentar o apoio do partido dentro da comunidade é assim ganhar força suficiente para realizar a revolução contra o racismo é o capitalismo.
Consequentemente, os Panteras Negras gozavam de uma ascensão meteórica que influenciou a consciência de milhares de pessoas. Mas a sua história de êxito foi fugaz um fator que contribui com a queda dos Panteras Negras foram as drogas especialmente a cocaína que passou a ser distribuída é consumidas em grandes quantidades nas regiões a onde o partido agia.
No entanto, o desaparecimento das Panteras também correu de algumas deficiências na própria estratégia política adotada. Por exemplo o seu principal objetivo, a auto-defesa armada nas comunidades, embora corajoso não poderia em última análise ser capaz de confrontar um inimigo que possuia mais recursos no caso o Estado Norte-americano.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Pensando em tentar a vida na Europa? Leia essa matéria antes!


Um inquérito promovido pela Agência da União Europeia para os Direitos Fundamentais mostra que a discriminação, a perseguição e as violências de carácter racista estão muito mais espalhadas do que as estatísticas oficiais indicam. Os ciganos e os imigrantes dos países da África subsariana são os que mais sentem na pela a discriminação. Em Portugal o acesso ao crédito bancário ou à compra/aluguel de habitação é o que motiva mais queixas, de ciganos, brasileiros e ucranianos.

O racismo e as discriminações são muito reais na União Europeia, mas as vítimas não apresentam queixa por resignação ou medo. "Existe um problema de racismo em toda a UE e nós apresentamos provas àqueles países que o negam", afirmou Joanna Goodey, da Agência da União Europeia para os Direitos Fundamentais, criada em 2007.
O inquérito foi realizado nos 27 Estados membros junto de 23.500 pessoas imigrantes ou pertencentes a minorias étnicas. 55 por cento dos inquiridos considera ser muito vasta a discriminação no seu país de residência e 37 por cento diz ter sido alvo de um acto de discriminação nos últimos 12 meses, enquanto 12 por cento sofreu um crime racista no último ano (consulte o resumo do estudo).
Só que o número de queixas não reflecte estes dados precisamente porque, de acordo com a maioria dos inquiridos, existe receio de denunciar as discriminações ou a percepção de que de nada serve fazê-lo. Ciganos (47%) e imigrantes da África sub-sariana (41%) são os que mais sentem na pele a discriminação.
Em Portugal, 74% dos brasileiros considera que existe discriminação baseada na etnia ou na origem, tendo a mesma opinião 60 por cento de africanos sub-sarianos. Ciganos e ucranianos também denunciam a discriminação de que são vítimas, principalmente no acesso à habitação e ao crédito bancário.
Mas são as questões laborais que motivam mais queixas em Portugal. Uma discriminação que no relatório é apresentada sobretudo por guineenses, que protestam por serem recusados num emprego devido à etnia. Já os ucranianos sentem-se preteridos em favor dos portugueses quando se trata de uma promoção, e os brasileiros denunciam insultos no trabalho.
Como no resto da Europa, os ciganos são a etnia mais discriminada em Portugal, especialmente quando se trata de alugar e comprar casa, bem como no impedimento de entrada em restaurantes, lojas ou espaços de diversão noturna.

fonte: Esquerda.net

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Fela Kuti, o Presidente do Afrobeat!

Fela Kuti nasceu em Abeokuta, no estado de Ogun, na Nigéria em uma familía de classe média. Sua mãe, Funmilayo Ransome-Kuti , a primeira mulher nigeriana a dirigir um automóvel, foi uma feminista atuante no movimento anticolonial, e seu pai, Reverendo Israel Oludotun Ransome-Kuti , um pastor protestante e diretor de escola, foi o primeiro presidente da União Nigeriana de Professores.
Ele mudou-se para Londres em 1958 com a intenção de estudar medicina, mas acabou decidindo ir estudar música no Trinity College of Music. Lá, ele formou a banda Koola Lobitos, tocando um estilo de música que chamaria posteriormente de Afrobeat.O som era uma mistura do jazz americano, com o rock psicodélico e o highlife da África Ocidental.
Fela e sua banda, renomeada para "Africa '70" retornaram para a Nigéria. Ele então formou a República Kalakuta, uma comuna, um estúdio de gravação e uma casa para muitos conectados à banda a qual mais tarde ele declarou independente do Estado da Nigéria. Fela montou uma boate no Empire Hotel, chamado de Afro-Spot e depois Afrika Shrine, onde ele cantava regularmente. Fela também mudou o seu nome do meio para "Anikulapo" (que significa "aquele que carrega a morte no bolso"), declarando que o seu nome do meio original, Ransome, era um nome de escravo. As gravações continuaram e a música se tornou mais motivada politicamente. A música de Fela se tornou bastante popular entre os cidadãos nigerianos e africanos em geral.À medida que a música de Fela tinha se tornado popular na Nigéria e em todo lugar, ela também era bastante impopular entre o governo no poder e ataques à República Kalakuta eram freqüentes.
Em 1977 Fela e a Afrika 70 lançaram o sucesso Zombie, um ataque mordaz aos soldados nigerianos, usando a metáfora "zumbi" para descrever os métodos das forças armadas nigerianas. O álbum foi um sucesso esmagador entre o público e enfureceu o governo, dando início a um cruel ataque à República Kalakuta, durante o qual mil soldados atacaram a comuna. Fela foi severamente espancado, e sua mãe idosa foi arremessada de uma janela, causando ferimentos fatais. A República Kalakuta foi incendiada e o estúdio, instrumentos e gravações originais de Fela foram destruídos. Fela afirmou que teria sido morto se não fosse pela intervenção de um oficial comandante quando estava sendo espancado. A resposta de Fela ao ataque foi enviar o caixão de sua mãe para o quartel principal em Lagos e escrever duas canções, "Coffin for Head of State" e "Unknown Soldier", referindo-se ao inquérito oficial que afirmou que a comuna foi destruída por um soldado desconhecido.
Em 3 de agosto de 1997 Olikoye Ransome-Kuti, irmão de Fela,um já proeminente ativista contra a AIDS e anterior Ministro da Saúde, surpreendeu a nação anunciando a morte de seu irmão mais novo um dia antes de sarcoma de kaposi causado por AIDS. (O irmão mais novo deles, Beki, estava preso no momento pelas mãos de Abacha por atividade política). Mais de um milhão de pessoas compareceram ao funeral de Fela no local do antigo recinto da Shrine. Uma nova Africa Shrine foi aberta depois da morte de Fela em uma diferente seção de Lagos sob a supervisão do seu filho Femi Kuti.

Fela Kuti & África 70 - Roforofo Fight / Go Slow (1972)

01.Roforofo flight
02.Go slow
03.Question jam answer
04.Trouble sleep yanga wake am
05.Shenshema
06.Aryia

Sinta a essência aqui.


quarta-feira, 15 de abril de 2009

Poder Para o Povo Preto!



A Motown Records, é uma gravadora americana fundada em 14 de dezembro de 1959 por Berry Gordy Jr. na cidade de Detroit-USA.O nome da gravadora é uma redução de "Motor Town" nome pelo qual é conhecida a cidade, devido a grande quantidade de montadoras de automóveis que existem ali.Nos anos 60 foi a mais bem sucedida na criação daquilo que se tornou conhecido como O Som da Motown, um estilo de SOUL bem característico.Foi um precursor da era disco da década de 70.Apesar de terem existido músicos negros norte-americanos de grande sucesso antes dos anos 60, a Motown foi a mais importante lançadora de artistas negros desde seu surgimento até o surgimento do chamado Hip-hop.Foi também a primeira a lançar músicas que deixavam de lado o puro e simples lirismo e mergulhavam também em temas socio-políticos.Seus artistas eram vestidos, penteados e coreografados de modo impecável, para exibições ao vivo nas TV's e shows.Deveriam, para a gravadora, funcionar como uma espécie de "embaixadores" para outros artistas negros norte-americanos em busca de sucesso.Tanto cuidado na produção deu resultados: de 1961 a 1971 a Motown conseguiu emplacar nada menos que 110 músicas no "Top 10" norte-americano. Para completar o acompanhamento de alguns artistas, a gravadora teve também sua própria orquestra, chamada "The Funk Brothers".
Saiba mais aqui.

Essa coletânea reflete um período importante para a cultura americana nos EUA.Os assassinatos de Martin Luther King Jr. e de Malcom X, Mohamed Ali falando na TV e aparecendo como embaixador das questões negras, o surgimento dos Black Panthers.A Motown esteve ali inserida em tudo isso.Além de ser uma coletânea de bandas e son muito bons, é o registro histórico de uma era.
Power to the Motown People! Civil Rights Anthems and Political Soul 1968-1975

CD 1
01. Marvin Gaye - What's Going On (Detroit Mix)
02. Undisputed Truth - Ball Of Confusion (That's What The World Is Today)
03. David Ruffin - Flower Child
04. Bobby Taylor & The Vancouvers - Does Your Mama Know About Me
05. Martha Reeves & The Vandellas - I Should Be Proud
06. Diana Ross & The Supremes - I'm Livin' In Shame
07. Edwin Starr - Cloud Nine
08. Temptations - Plastic Man
09. Reuben Howell - Help The People
10. Eddie Kendricks - My People Hold On
11. Diana Ross & The Supremes - Young Folks
12. Syreeta - Black Maybe
13. Marvin Gaye - What's Happening Brother (Detroit Mix)
14. Temptations - Message From A Black Man
15. Undisputed Truth - Ungena Za Ulimwengu (Unite The World)
.
CD 2
01. Stevie Wonder - Do Yourself A Favor
02. Smokey Robinson - Just My Soul Responding
03. Marvin Gaye - Inner City Blues (Make Me Wanna Holler)
04. Willie Hutch - Brother's Gonna Work It Out
05. Gladys Knight & The Pips - Friendship Train
06. Undisputed Truth - Smiling Faces Sometimes
07. Temptations - Slave
08. Junior Walker & The All Stars - Right On Brothers And Sisters
09. Marvin Gaye - You're The Man (parts 1 and 2)
10. Willie Hutch - Life's No Fun Living In The Ghetto
11. Temptations - War
12. Edwin Starr - Stop The War Now
13. Miracles - Ain't Nobody Straight In LA
14. Diana Ross & The Supremes - Shadows Of Society
15. Temptations - Masterpiece

Sinta a essência do disco 1.
Sinta a essência do disco2.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Jesse Owens, o atleta negro que desafiou Hitler!

Negro, neto de escravos, o norte-americano James Cleveland "Jesse" Owens, nascido em Danville, Alabama, em 1913, foi um dos maiores atletas de todos os tempos. Aos 16 anos, bateu todos os recordes norte-americanos de sua categoria. Entrou para a história do esporte em 25 de maio de 1935, quando quebrou 5 recordes mundiais e igualou o sexto num espaço de apenas 45 minutos. Um destes recordes, o de 8,13m no salto em distância, levou 25 anos para ser quebrado.

Qualificou-se para a equipe americana que disputaria os Jogos Olímpicos de 1936, em Berlim, capital da Alemanha, em provas de velocidade e salto em distância. Adolf Hitler e o regime nazista que imperava na Alemanha à época queria aproveitar os Jogos Olímpicos para demonstrar a superioridade da raça ariana. Chegou confiante em solo alemão, dizendo acreditar que ganharia 3 medalhas de ouro, mesmo sem querer parecer presunçoso. Jesse era a verdadeira antítese do que pregava a ideologia nazista.
Sua saga olímpica começou ao vencer os 100m rasos. Com o tempo de 10s3, igualou o recorde olímpico estabelecido quatro anos antes.
No salto em distância, quase não se classificou para a final. Havia errado nas 3 primeiras tentativas das eliminatórias, em uma prova em que ele era o recordista mundial. Seu adversário mais perigoso, o alemão Luz Long, certo de sua vitória, saudou Hitler nas tribunas com o braço direito erguido. Passando por cima das diferenças raciais, o alemão chegou junto de Owens e sugeriu que ele atrasasse seu ponto de arranque. Owens precisava de 7,15m para se classificar à final. Atendendo à dica do adversário, Owens saltou exatos 7,15m e se classificou ao apagar das luzes. Já na final, Luz alcançou 7,54m no seu primeiro salto. Owens conseguiu 7,74m. Na segunda tentativa, o alemão igualou o americano. Owens marcou 7,87m. O alemão vai à pista de novo e iguala a marca de Owens mais uma vez. Neste momento, o alemão seria o campeão mesmo com o empate, já que detinha os melhores saltos da competição. Hitler referiu-se a Owens como "africano auxiliar dos americanos". O americano então marca 7,94m, 10cm acima do alemão. Irritado, Hitler abandona o local. Em seu último salto, Jesse marcou 8,06m, confirmando sua segunda medalha de ouro. O adversário alemão foi o primeiro a lhe cumprimentar.
No dia seguinte, venceu os 200m, conquistando sua terceira medalha de ouro em 3 dias, vencendo os adversários, a chuva e o vento em Berlim, com o tempo de 20s7.
Jesse Owens ainda fechou o revezamento americano 4x100m rasos, conquistando sua quarta medalha de ouro. Este feito só foi igualado por Carl Lewis nos Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 1984.
Porém, ao retornar aos EUA, Jesse Owens não teve uma recepção à altura de seus feitos. Os EUA também eram (e o são até hoje) um país racista. Foi ignorado pelos dirigentes americanos e pelo presidente da república Franklin Delano Roosevelt. Disse Owens: "Hitler não me cumprimentou, mas também não fui convidado para ir à Casa Branca receber um aperto de mão do presidente do meu país".
Owens viveu por muito tempo em dificuldades financeiras, aceitando correr contra cavalos, cachorros e motos em troca de dinheiro. Só foi ganhar dinheiro na década de 50, ao abrir uma empresa e começar a fazer conferências pelo país. Morreu aos 66 anos.
Em 2002 Molefi Kete Asante citou Jesse Owens em seu livro, um dicionário biográfico chamado "Os 100 maiores Afro Americanos".
Todo respeito a Jesse Owens!

(texto extraído do site Histórias do Esporte)


"Cansei da frase polida / por anjos da cara pálida (...) / agora eu quero a pedrada / chuva de pedras palavras / distribuindo pauladas."

Paulo Leminski